SÉRIE DE DOCUMENTOS DE INFORMAÇÃO SINTÉTICOS DO ESCRITÓRIO REGIONAL DA OMS PARA A ÁFRICA SOBRE A COVID-19 11.ª SÉRIE: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 NÚMERO 011-02: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 – Sistemas de Informação Sanitária Com base na informação disponível a 15 de Janeiro de 2021 Documento de informação sintético número: 011 -02- Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 – Sistemas de Informação Sanitária WHO/AF/ARD/DAK/25/2021 © Escritório Regional da OMS para a África, 2021 Alguns direitos reservados. Este trabalho é disponibilizado sob licença de Creative Commons Attribution-NonCommercial- ShareAlike 3.0 IGO (CC BY-NC-SA 3.0 IGO; https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/igo/). Nos termos desta licença, é possível copiar, redistribuir e adaptar o trabalho para fins não comerciais, desde que dele se faça a devida menção, como abaixo se indica. 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Brazzaville: Organização Mundial da Saúde, Escritório regional para a África; 2021. Licença: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. Dados da catalogação na fonte (CIP). Os dados da CIP estão disponíveis em http://apps.who.int/iris/. Vendas, direitos e licenças. Para comprar as publicações da OMS, ver http://apps.who.int/bookorders. Para apresentar pedidos para uso comercial e esclarecer dúvidas sobre direitos e l icenças, consultar http://www.who.int/about/licensing. Materiais de partes terceiras. Para utilizar materiais desta publicação, tais como quadros, figuras ou imagens, que sejam atribuídos a uma parte terceira, compete ao utilizador determinar se é necessária autorização para esse uso e obter a devida autorização do titular dos direitos de autor. O risco de pedidos de indemnização resultantes de irregularidades pelo uso de componentes da autoria de uma parte terceira é da responsabilidade exclusiva do utilizador. Isenção geral de responsabilidade. 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A responsabilidade pela interpretação e util ização deste material recai sobre o leitor. Em nenhum caso se poderá responsabilizar a OMS por qualquer prejuízo resultante da sua utilização. Concepção gráfica e impressão: Escritório Regional da OMS para a África, República do Congo 1 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 TÍTULO: Sistemas de Informação Sanitária DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 1 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 2 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 3 TÍTULO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 – Sistemas de Informação Sanitária 4 DATA DA PUBLICAÇÃO: 02/03/2021 5 CONTEXTO Os sistemas de informação têm desempenhado um papel fundamental na reposta à pandemia de COVID- 19, uma vez que servem de plataformas para uma comunicação eficaz e eficiente. As respostas da saúde pública e dos sistemas de saúde a esta pandemia têm dependido, em grande medida, dos relatórios de informação sanitária, das projecções de incidência, morbilidade e mortalidade, da visualização de dados, e do planeamento e da resposta a esses eventos [1]. Uma utilização rápida e atempada de dados e de informação para planear a capacidade dos sistemas de saúde, alinhada com respostas decisivas a nível da saúde pública, resulta numa baixa incidência de transmissão comunitária e de mortalidade [2]. A COVID-19 veio realçar ainda mais o facto de a informação sanitária ser determinante e necessária para gerir a pandemia, reforçando a necessidade de sistemas de informação sanitária robustos, de análise de captação de dados, e de relatórios de apoio aos cuidados clínicos e a sistemas de gestão de saúde eficientes [3]. A utilização de novas tecnologias de saúde e de práticas digitais nos cuidados de saúde, como a saúde móvel, a análise de grandes volumes de dados, a telessaúde ou telemedicina, a inteligência artificial e a internet das coisas, foi identificada como uma estratégia poderosa para combater esta pandemia e proporcionar um forte apoio no controlo e na prevenção da pandemia. 6 ESTRATÉGIA DE PESQUISA/MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO Foi realizada uma pesquisa sistemática das seguintes bases de dados para obter literatura revista pelos pares publicada entre 1 de Dezembro de 2019 e 15 de Janeiro de 2021: PubMed, base de dados da OMS sobre a COVID-19 e Index Medicus. Esta pesquisa foi realizada com uma combinação de termos de pesquisa – (COVID-19 ou SARS-CoV-2) e (informação sanitária). Além disso, pesquisámos a lista de referência de estudos potencialmente elegíveis e análises relacionadas obtidas a partir das três bases de dados. Incluímos estudos de todos os tipos e focámo-nos em dados relacionados com África e publicados em inglês. Foram também incluídos estudos que apresentavam informação sanitária com integração de tecnologias e práticas de saúde como inteligência artificial, aprendizagem automática, grandes volumes de dados, Internet das Coisas, aplicações de saúde móvel, tecnologia geoespacial e tecnologias de informação. A pesquisa encontrou 1329 estudos na PubMed, 971 nas bases de dados da OMS sobre a COVID-19 e 28 na Index Medicus. Após a triagem e eliminação de duplicados, 23 estudos preenchiam os critérios de inclusão. Devido à heterogeneidade dos resultados, apresentamos uma análise descritiva das conclusões dos diferentes estudos. 7 SÍNTESE DA LITERATURA PUBLICADA A NÍVEL MUNDIAL SOBRE O ASSUNTO Foram identificados dois estudos sobre o uso de grandes volumes de dados em países de baixo e médio rendimentos (PBMR), oito sobre aplicações de saúde móvel, cinco sobre informação e tecnologia 2 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 TÍTULO: Sistemas de Informação Sanitária DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 geográfica, três sobre tecnologias de informação, e um sobre o serviço de mensagens curtas e outro sobre sistema de informação laboratorial. Segue-se um resumo destes estudos divididos em várias categorias. A primeira categoria de estudos contém a literatura de referência, e a segunda consiste num resumo de todos os tipos de tecnologias de saúde. Este estudo revela a utilidade das comunicações por telemóvel na gestão de doenças em PBMR para vários fins, como a partilha de informação entre profissionais de saúde, a vigilância de doenças e a comunicação com os doentes e com as comunidades [4]. Foram identificados quatro temas com base na análise realizada sobre a utilização da inteligência artificial (IA) e da aprendizagem automática no combate à COVID-19 e para detectar oportunidades para PBMR. Estes temas são: a pandemia de COVID-19 e a necessidade de utilizar a inteligência artificial (a IA pode reduzir a pressão nos sistemas de saúde e melhorar os sistemas de vigilância de doenças em locais com armazenamento e recursos limitados e pode ser utilizada para aumentar a extracção de dados); a utilidade da IA na despistagem, no diagnóstico e no rastreio de contactos (estudos realizados por telemóvel podem ser usados para identificar e controlar a COVID-19 numa população em quarentena); a utilização de IA na monitorização de doentes com COVID- 19 e no desenvolvimento de medicamentos (pode ser usada para automatizar a supervisão dos doentes utilizando dados de diferentes sensores e monitores hospitalares); a utilidade da IA para além da COVID- 19 e as oportunidades que oferece aos PBMR (a capacidade superior da IA para extrair informação permite tomar decisões clínicas relativas ao diagnóstico, acompanhamento e prognóstico de doenças) [5]. Além disso, a análise de grandes volumes de dados tem sido utilizada para a prevenção, controlo e rastreio de contactos no quadro da pandemia de COVID-19 [6, 7]. Este método foi utilizado na China e em Taiwan, uma vez que esta tecnologia apresentava potencial para conter, suprimir e controlar a COVID-19 [6, 7]. Informação provinda da análise das grandes instituições médicas, das operadoras de telecomunicações, dos departamentos governamentais, da internet e de empresas comerciais revelou que a tecnologia relativa a grandes volumes de dados desempenhou vários papéis fundamentais na luta contra a pandemia. Estes papéis incluem: alertas precoces e vigilância da epidemia, rastreio das fontes do vírus e rastreio individual, monitorização da análise de medicamentos, planeamento de intervenções de saúde pública, fortalecer as respostas regional e comunitária a epidemias, e orientar a recuperação económica e social no período pós-epidemia [6]. A análise de grandes volumes de dados associada ao rastreio de contactos eficaz, às mensagens de alerta automáticas para auto-isolamento e ao acompanhamento dos resultados, no âmbito da COVID-19, demonstrou que permitiria diminuir os recursos necessários para a vigilância epidemiológica de uma nova infecção viral [7]. Uma abordagem comum em vários países (chegando mesmo aos 25 países) para combater a propagação do coronavírus é a utilização de tecnologia digital, uma nova infra-estrutura que implica o uso de Bluetooth e de interfaces de aplicação de programas (API) disponibilizados pela Google e pela Apple para permitir a interacção entre aparelhos móveis de forma segura [8]. Uma destas tecnologias, utilizada no Japão, é uma aplicação de rastreio de sintomas de COVID-19 com base nos registos pessoais de dados de saúde. Esta aplicação fez parte de uma investigação epidemiológica activa realizada num centro de saúde pública [9]. Um enquadramento conceptual no desenvolvimento de uma aplicação deve possuir as seguintes funcionalidades: utilizadores-alvo, sistemas operativos, produtos, funcionalidade, cenários de aplicação, e navegação/utilização da ferramenta. Além disso, a preservação da privacidade do utilizador deve ser prioritária [10, 11]. A aplicação de confirmação de contactos de COVID-19 (COCOA), que funciona com 3 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 TÍTULO: Sistemas de Informação Sanitária DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 Bluetooth e está actualmente a ser utilizada no Japão, protege a privacidade dos utilizadores de potenciais ataques, de outros utilizadores e das autoridades públicas [11]. Embora o método digital de rastreio de contactos seja mais eficaz e não esteja sujeito aos mesmos desafios de lentidão de resposta causada pelos recursos humanos que o rastreio manual de contactos enfrenta, está dependente da eficácia de qualquer sistema de rastreio de contactos que depende do nível de adesão por parte do público [12]. Devido ao número de aplicações que estão a ser utilizadas actualmente, é necessária uma avaliação dos conteúdos e das funções de forma a orientar os utilizadores na selecção de uma aplicação para dispositivo móvel adequada, e a ajudar os programadores a melhorar os modelos das suas aplicações existentes ou futuras, de modo a melhorar ainda mais a qualidade [13]. A avaliação foi realizada para examinar o conhecimento, o objectivo, o rastreio ou o mapeamento de casos de COVID-19, a viabilidade, as consultas online com um profissional de saúde, a vigilância e o acompanhamento domiciliário, as aplicações oficiais disponibilizadas pelas autoridades de saúde, o rigor da informação, a privacidade, a reputação/atributos da organização, a transparência e o controlo/autodeterminação do utilizador [13, 14]. Além disso, uma visão geral das aplicações de luta contra a COVID-19 na Índia revelou que cerca de 70% dos utilizadores-alvo são a população geral, ao passo que o resumo internacional do doente ou IPS (um registo de cibersaúde que contém informações médicas básicas sobre o doente) utilizado em Taiwan foi concebido para médicos que estão a tratar doentes com COVID-19 [15, 16]. Além disso, foi explorada a utilização de um serviço de mensagens curtas para monitorizar doentes em risco de deterioração clínica em casa. Este serviço foi útil enquanto sistema de alerta precoce para encaminhar doentes com um estatuto clínico em declínio para cuidados hospitalares ou aconselhamento médico adicional [17]. Além disso, a utilização de tecnologias de informação demonstrou a necessidade de estabelecer uma estrutura de gestão de incidentes hospitalares que funcione em sinergia com outros sistemas, e isso torna mais rápida a resposta a emergências de saúde pública [18]. Esta conclusão foi confirmada na China, onde as tecnologias de informação desempenharam um papel fundamental na resposta à pandemia de COVID- 19 [19]. No quadro da gestão da emergência da pandemia de COVID-19, as tecnologias de informação foram usadas para vários fins, como o diagnóstico rigoroso, previsões, relatórios estatísticos e a monitorização e controlo da doença [20]. Além disso, o uso das tecnologias de informação para libertar o pessoal de laboratório de tarefas repetitivas e administrativas, através da digitalização e da automação, usando ferramentas de funcionalidade de comunicação de dados desenvolvidas no âmbito de sistemas de informação laboratorial (SIL), agiliza significativamente o processamento de amostras e reduz o tempo de resposta [21]. As tecnologias geoespaciais, tais como os sistemas de informação geográfica (SIG), têm vindo a adquirir uma relevância crescente no domínio da saúde pública. Foram citados temas e realizados estudos de caso sobre a COVID-19 para demonstrar a sua abrangência e para estabelecer uma ligação entre as doenças e o seu contexto [22]. A incorporação dos SIG na vigilância, nas respostas e na modelação da pandemia de COVID-19 ajuda a compreender e controlar a doença [23]. Actualmente, existem alguns painéis de SIG online/móveis que permitem mapear e monitorizar a epidemia de coronavírus em tempo real ou quase real. Entre eles, estão os painéis do Centro para Sistema de Ciência e Engenharia da Universidade Johns 4 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 TÍTULO: Sistemas de Informação Sanitária DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 Hopkins, o painel da Organização Mundial da Saúde, o HealthMap, a aplicação geossocial de detecção de contactos próximos, e o sistema de rastreio de COVID-19 de Guangzhou [24]. A integração de métodos de vigilância com base em SIG oferece uma maior flexibilidade e eficiência na prevenção de qualquer surto e no rastreio de casos em tempo quase real [25]. Os SIG desempenharam um papel crucial em muitos aspectos, incluindo na rápida agregação de um grande volume de dados de várias fontes, no rastreio espacial de casos confirmados, na rápida visualização de informação sobre a epidemia, na previsão de transmissão, na conciliação e gestão da oferta e da procura de recursos materiais, e na segmentação espacial do risco epidémico e do nível de prevenção [26]. 8 SÍNTESE DA LITERATURA ESPECÍFICA A ÁFRICA SOBRE O ASSUNTO 9 PRINCIPAIS CONCLUSÕES Quando a doença se propaga rapidamente, a informação tem de circular ainda mais depressa; é aí que o sistema de informação sanitária passa a ser determinante [4]. A implementação de sistemas de informação sanitária (SIS) é uma questão incontornável em qualquer situação de catástrofe, como a pandemia de COVID-19. Actualmente, existe uma necessidade de desenvolver aplicações de auto-testagem e de monitorização de quarentena, uma vez que a maioria das aplicações se centra no rastreio de contactos. Além disso, é fundamental que se criem soluções de saúde abrangentes para as equipas de resposta rápida, para os profissionais de saúde na linha da frente, e para as autoridades de saúde pública. Os governos e decisores políticos devem garantir a medida de vigilância da doença que seja menos intrusiva. Para fortalecer a capacidade de as tecnologias de informação apoiarem a prevenção e o controlo da pandemia, tirar partido das tecnologias de saúde no apoio à investigação e à tomada de decisões servirá para inovar o diagnóstico e o tratamento, e para melhorar a prestação de serviços. Um planeamento estratégico e direccionado melhorará a resposta de saúde pública a surtos, mitigará as perdas e salvará vidas. 10 INVESTIGAÇÃO EM CURSO NA REGIÃO AFRICANA Não encontrada nenhuma. 11 RECOMENDAÇÕES DO ESCRITÓRIO REGIONAL DA OMS PARA A ÁFRICA RELATIVAMENTE A FUTURAS INVESTIGAÇÕES Há uma enorme carência de dados factuais na Região, o que faz com que seja necessário, entre outras coisas: Explorar, no contexto africano, aplicações e avaliações destas tecnologias, serviços e práticas de prestação de serviços. Planear formas novas e expeditas de adaptar o apoio informático às necessidades clínicas em África. 5 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 TÍTULO: Sistemas de Informação Sanitária DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 Melhorar as tecnologias para prever surtos de doenças infecciosas, uma vez que estas são fundamentais para optimizar as capacidades de os governos lidarem com epidemias. Sensibilizar as comunidades para aproveitarem as vantagens oferecidas pelas tecnologias de informação no apoio à gestão de emergências. 6 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO: Capacidade de Resposta dos Sistemas de Saúde à COVID-19 TÍTULO: Sistemas de Informação Sanitária DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO SINTÉTICO NÚMERO: 011-02 12 REFERÊNCIAS 1. Liu, C., Health information systems amid COVID-19 outbreak: Lessons from China. 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Capacidade de resposta dos sistemas de saúde à COVID-19 – sistemas de informação sanitária — com base na informação disponível a 15 de Janeiro de 2021
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