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Promover a actividade física na Região Africana

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PROMOVER A ACTIVIDADE FÍSICA NA REGIÃO AFRICANA PROMOVER A ACTIVIDADE FÍSICA NA REGIÃO AFRICANA WHO/AF/UHP/03/2022 © Escritório Regional da OMS para a África 2022 Alguns direitos reservados. Este trabalho é disponibilizado sob licença CC BY-NC-SA 3.0 IGO A prática de actividade física regular é importante para a saúde e o bem- estar físico, mental e social em todas as idades. Ser fisicamente activo ao longo da vida ajuda a prevenir e combater doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes de tipo 2 e muitos tipos de cancro. Também ajuda a prevenir a hipertensão, o excesso de peso e a obesidade, e pode melhorar a saúde mental e a qualidade de vida em geral. Nas crianças e adolescentes, a actividade física é também importante para a saúde dos ossos, o crescimento e o desenvolvimento humano, e para o desempenho académico. Da mesma forma, e independentemente da faixa etária, existem evidências de que a redução do sedentarismo (como o tempo passado sentado) diminui o risco de doenças cardiometabólicas e de mortalidade por todo o tipo de causas. Além dos seus muitos benefícios para a saúde, a actividade física também tem benefícios sociais, ambientais e económicos. Por exemplo, os meios de deslocação mais activos (como caminhar e andar de bicicleta) contribuem para redução do uso de veículos motorizados e do consumo de combustíveis fósseis, garantindo um ar mais limpo e estradas menos congestionadas e mais seguras. As actividades desportivas e de lazer podem ajudar a promover a prática de actividade física junto de pessoas de todas as idades e capacidades, e pode ser desempenhar um papel preponderante no turismo, no emprego e nas infra-estruturas. O aumento das oportunidades de actividade física pode favorecer o desenvolvimento comunitário e a integração social. Ao implementar políticas destinadas a reforçar a prática de actividade física em vários contextos, os países africanos podem criar oportunidades para abordar múltiplas prioridades nacionais e, assim, contribuir para a consecução dos objectivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Apesar de existirem dados factuais que demonstram os efeitos positivos da actividade física para as populações, cerca de um em cada quatro adultos (22%) e mais de quatro em cada cinco adolescentes escolarizados (85%) na Região Africana não praticam actividade física suficiente. Porém, o nível de inactividade física tem vindo a agravar-se devido ao Sejamos activos e saudáveis, todos os dias e em qualquer lugar Ligações entre a actividade física e os ODS desenvolvimento económico, ao aumento do poder de compra das famílias, à rápida urbanização não planeada e à evolução dos modos de transporte sem infra-estruturas seguras para a prática de actividade física. Na Região Africana, 44% das vítimas mortais de acidentes rodoviários são peões e ciclistas. Em média, as mulheres (26%) são menos activas do que os homens (18%), por causa de restrições impostas por normas culturais e a falta de oportunidades de praticar actividades físicas em locais seguros, acessíveis e apropriados. Mais de 200 000 pessoas morrem todos os anos na Região Africana devido à falta de actividade física. Se não forem tomadas medidas para salvaguardar e aumentar as oportunidades em matéria de actividade física, assistiremos a um aumento contínuo dos custos associados, com impactos negativos nos sistemas de saúde, no ambiente, no desenvolvimento económico, no bem-estar das comunidades e na qualidade de vida de todos. 3 Gr áfi co 1: P re va lê nc ia (% ) d e ac tiv id ad e fís ic a in su fic ie nt e em ad ul to s 1 8+ p or se xo e p or p aí s n a Re gi ão A fr ic an a da O MS , 2 01 6 Organizar campanhas de sensibilização à escala comunitária e divulgar informações sobre os benefícios para a saúde e múltiplos co- benefícios da actividade física direccionada para todas as populações; Reforçar as capacidades dos profissionais de saúde e outros e integrar a avaliação da actividade física e o aconselhamento nesta matéria nos serviços de cuidados de saúde primários e noutros serviços sociais; Investir em transportes públicos, em instalações desportivas públicas e em espaços abertos seguros que promovam ambientes propícios a um estilo de vida activo; Reforçar as capacidades dos educadores em matéria de actividade física a todos os níveis do sistema educativo e dotar as instituições de ensino de equipamentos de qualidade para a prática de actividade física para todos; Aumentar os investimentos nos serviços desportivos e de lazer para favorecer a prática de actividade física nos grupos populacionais menos activas, incluindo as raparigas, as mulheres, os idosos, as pessoas portadoras de deficiência e as populações vulneráveis ou marginalizadas. Existem muitas formas de ser activo (incluindo caminhadas, ciclismo, desporto, lazeres activos, dança e jogos físicos) e, portanto, não faltam oportunidades para aumentar a actividade física. O Quadro de implementação do plano de acção mundial para a promoção da actividade física 2018–2030 na Região Africana descreve as intervenções prioritárias que devem ser implementadas para ajudar os países a aumentarem a actividade física e a reduzirem o sedentarismo através de acções coordenadas em vários contextos. A Região Africana adoptou o objectivo mundial de alcançar uma redução relativa de 15% na prevalência da inactividade física em adultos e adolescentes até 2030. Os países devem implementar as seguintes medidas: Medidas para aumentar a actividade física na Região Africana 1 2 3 4 5 Fonte: Observatório Mundial de Saúde, OMS, 2021 4 Recursos da Organização Mundial da Saúde para apoiar as medidas que visam promover a actividade física: • Quadro de implementação do Plano de Acção Mundial para a Promoção da Actividade Física 2018-2030 na Região Africana da OMS Escritório Regional da OMS para a África; 2020 • WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: World Health Organization; 2020 • WHO guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age. Geneva: World Health Organization; 2019. • Global action plan on physical activity 2018-2030. Geneva: World Health Organization; 2018. • ACTIVE: a technical package for increasing physical activity. Geneva: World Health Organization; 2018. • Tackling NCDs: ‘best buys’ and other recommended interventions for the prevention and control of noncommunicable diseases. Geneva: World Health Organization; 2017. • Review of best practice in interventions to promote physical activity in developing countries. Geneva: World Health Organization; 2008. O Programa Nacional para a Actividade Física e Saúde, conhecido como Mexi Mexê, foi introduzido pelo Governo cabo-verdiano em 2017. O objectivo do programa é “Incentivar a prática de actividade física nas escolas, nos locais de trabalho, em casa e na comunidade, independentemente da origem ou classe social das populações. O programa visa promover um estilo de vida saudável e melhorar a qualidade de vida da população cabo-verdiana ao longo da vida”. Tem como objectivo reduzir em 10% a inactividade física em crianças, adolescentes, jovens adultos e idosos até 2025. O programa é coordenado pelo Ministério do Desporto e conta com uma ampla colaboração e apoio dos parceiros, incluindo das câmaras municipais, da polícia nacional, das instituições das Nações Unidas, do Comité Olímpico Nacional e do Ministério da Saúde. O programa está organizado em torno de cinco intervenções: a rede de instrutores de actividade física, “rua activa”, “idosos activos”, “pausa activa no local de trabalho” e programas de jogging comunitário. Até à data, foram formados 300 instrutores de actividade física para motivar as populações das suas comunidades a serem mais activas. Programa Mexi Mexê de Cabo Verde para um estilo de vida saudável Mensagem publicitária oficial difundida na rádio e na televisão A implementação eficaz de uma resposta nacional à prática de actividade física ultrapassa o âmbito de uma única instituição. Todos os países devem criar mecanismos de coordenação para desenvolver e implementar uma resposta nacional. Esses mecanismos devem garantir uma liderança nacional, bem como a devida harmonização e execução continuada das prioridades políticas e das actividades de planeamento, implementação, afectação de recursos e avaliação nos sectores relevantes. Os países têm de desenvolver, adaptar ou rever os seus planos de acção nacionais sobre a actividade física. Os ministérios da Saúde devem priorizar e liderar a implementação das recomendações políticas, usando uma abordagem multissectorial. Para alcançar este objectivo, os países devem: Uma abordagem que considere o sistema em seu todo para uma implementação eficaz das intervenções relativas à actividade física Promover e reforçar a liderança de modo a elevar a actividade física na agenda nacional. Os esforços de sensibilização devem ser direccionados para um público-alvo, como os líderes de alto nível, os responsáveis políticos de vários sectores, os meios de comunicação, o sector privado, os dirigentes municipais e os líderes comunitários. Facilitar e promover parcerias multissectoriais para garantir a implementação coordenada de políticas em todos os contextos-chave relevantes, como a educação, os transportes, o planeamento urbano, o desporto e a saúde; Desenvolver mecanismos de financiamento nacional inovadores para assegurar o financiamento e a implementação sustentáveis de políticas nacionais e subnacionais; Investir em sistemas de investigação, vigilância, monitorização e avaliação da actividade física e melhorá-los com vista a garantir a prestação de contas, bem como esclarecer e melhorar as políticas e as intervenções; Reforçar a eficácia dos mecanismos de governação, incluindo os quadros regulamentares, legislativos e outros quadros e intervenções políticas para promover a actividade física. 5

Key facts
Document type Technical Documents
Adoption date
Source World Health Organization