Desenho centrado nas pessoas para adaptação dos programas de vacinação
Desenho centrado nas pessoas para adaptação dos programas de vacinação Desenho centrado nas pessoas para adaptação dos programas de vacinação [Human-centred design for tailoring immunization programmes] ISBN (OMS) 978-92-4-005295-6 (versão electrónica) ISBN (OMS) 978-92-4-005296-3 (versão impressa) ISBN (UNICEF) 978-92-806-5349-6 (versão electrónica) ISBN (UNICEF) 978-92-806-5350-2 (versão impressa) © Organização Mundial da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 2022 Alguns direitos reservados. Este trabalho é disponibilizado sob licença de Creative Commons Attribution- NonCommercial-ShareAlike 3.0 IGO (CC BY-NC-SA 3.0 IGO; https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/igo/ deed.pt). Este relatório conjunto reflete as atividades da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Nos termos desta licença, é possível copiar, redistribuir e adaptar o trabalho para fins não comerciais, desde que dele se faça a devida menção, como abaixo se indica. Em nenhuma circunstância deve este trabalho sugerir que a OMS ou o UNICEF aprovam uma determinada organização, produtos ou serviços. Não é permitido o uso dos nomes ou logótipos da OMS ou do UNICEF sem a devida autorização. Para adaptação do trabalho, é preciso obter a mesma licença de Creative Commons ou equivalente. Numa tradução deste trabalho, é necessário acrescentar a seguinte isenção de responsabilidade, juntamente com a citação sugerida: “Esta tradução não foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), nem pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A OMS e o UNICEF não são responsáveis nem pelo conteúdo nem pelo rigor desta tradução. A edição original em inglês será a única autêntica e vinculativa”. Qualquer mediação relacionada com litígios resultantes da licença deverá ser conduzida em conformidade com o Regulamento de Mediação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (http://www.wipo.int/amc/en/ mediation/rules). Citação sugerida. Desenho centrado nas pessoas para adaptação dos programas de vacinação [Human-centred design for tailoring immunization programmes]. Genebra: Organização Mundial da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 2022. Licença: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. Dados da catalogação na fonte (CIP). Os dados da CIP estão disponíveis em http://apps.who.int/iris. Vendas, direitos e licenças. Para comprar as publicações da OMS, ver http://apps.who.int/bookorders. Para apresentar pedidos para uso comercial e esclarecer dúvidas sobre direitos e licenças, consultar http://www.who.int/copyright. Materiais de partes terceiras. 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A menção de determinadas companhias ou do nome comercial de certos produtos não implica que a OMS ou o UNICEF os aprove ou recomende, dando-lhes preferência a outros análogos não mencionados. Salvo erros ou omissões, uma letra maiúscula inicial indica que se trata dum produto de marca registado. A OMS e a UNICEF tomaram todas as precauções razoáveis para verificar a informação contida nesta publicação. No entanto, o material publicado é distribuído sem nenhum tipo de garantia, nem explícita nem implícita. A responsabilidade pela interpretação e utilização deste material recai sobre o leitor. Em nenhum caso se poderá responsabilizar a OMS ou a UNICEF por qualquer prejuízo resultante da sua utilização. Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliar Índice iii Acerca deste guia iv Agradecimentos 1 Introdução 2 Fase 1: Diagnosticar 4 Fase 2: Desenhar 8 Fase 3: Implementar 11 Fase 4: Avaliar 13 Recapitulação 15 Anexos 16 Clique para pular entre as seções DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO iv Introduction Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarI trodução O presente documento destina-se a apoiar estratégias centradas nas pessoas e adaptadas para chegar às comunidades subvacinadas. Acerca deste guia A abordagem centra-se nas pessoas servidas por programas e serviços de vacinação. Salienta a importância das suas necessidades e a perspetiva no desenho e prestação de serviços para melhorar a aceitação das vacinas. Esta ferramenta pode ser aplicada à vacinação ao longo da vida e à saúde pública em geral. Pode ser usada para personalizar programas que acomodem novas vacinas e as necessidades que surgem durante as emergências. Este guia pode ser usado por qualquer pessoa no seio do sistema de saúde e vacinação a nível nacional ou subnacional para envolver as comunidades no desenho conjunto de serviços que melhor sirvam as suas necessidades. 1INTRODUÇÃO Introduction Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarI trodução Agradecimentos Este documento foi elaborado através de um processo colaborativo e iterativo liderado conjuntamente por Francine Ganter Restrepo, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Michelle Dynes, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Este guia foi revisto por um amplo leque de parceiros do Demand Hub que contribuíram com os seus vastos conhecimentos técnicos. A proposta de abordagem HCD-TIP foi discutida em ações de formação com o Escritório Regional da UNICEF para o Leste Asiático e Pacífico e os Escritórios Regionais da OMS para o Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental, em Junho de 2021. Essas ações de formação geraram importantes lições para melhorar a qualidade e a utilização da abordagem em geral. Agradecimentos especiais são devidos aos seguintes colegas e parceiros que contribuíram para a elaboração deste documento: Mohamed Rahul Amin, Katharine Bagshaw, Tasmia Bashar, Gunter Boussery, Brett Craig, Katrine Habersaat, Benjamin Hickler, Lora Shimp, Diane Summers, Emily Lawrence, Jayantha Liyanage, Lisa Menning, Hnin Su Mon, Sam Ng, Emmanuel Njambe, Deepa Risal Pokharel, Sohini Sanyal, Betuel Sigauque e Samir Sodha. Estendemos os nossos sinceros agradecimentos e apreço aos participantes nas ações de formação pelo seu entusiasmo e colaboração. DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 2 Introduction Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarI trodução Introduzir uma abordagem simplificada para a adaptação dos programas de vacinação usando um desenho centrado nas pessoas. A vacinação salva milhões de vidas e promove comunidades mais saudáveis, mais conhecedoras e mais prósperas. Contudo, existem populações subvacinadas (incluindo profissionais de saúde) por várias razões: poderá haver fatores geográficos, sociais, socioeconómicos ou políticos ou mesmo outros obstáculos que dificultam a vacinação. Os programas precisam de ser reativos para compreender e superar esses desafios a fim de prevenir surtos de doenças. Introdução Fig. 1 O ciclo do processo HCD-TIP Avaliar Desenhar Diagnosticar Implementar O que é este guia Este guia foi concebido para ajudar os profissionais do sistema de saúde e de vacinação a identificarem e abordarem os obstáculos ou a reforçarem os motores da vacinação, através do desenho conjunto e da avaliação a nível local de programas de vacinação centrados nas pessoas e adaptados. Em quatro fases, Diagnosticar, Desenhar, Implementar e Avaliar, este guia esboça um processo cíclico para ultrapassar barreiras à vacinação (Fig. 1). Este guia pode ser usado para adaptar os programas a qualquer grupo prioritário ou vacina ao longo da vida. A força do processo reside no envolvimento das partes interessadas, particularmente dos utilizadores finais em cada fase. Apoia a apropriação local, a transparência e a 3INTRODUÇÃO Introduction Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarI trodução responsabilidade, reforçando a capacidade dos programas para ouvir e aprender a fim de melhor entender as perspetivas das comunidades. Este guia reforça os Programas de Vacinação da UNICEF com Desenho Centrado na Saúde das Pessoas[1] (HCD) e os Programas de Vacinação Adaptados da OMS[2] (TIP) de modo a criar uma estratégia consolidada e simplificada para um desenho conjunto baseado em evidências e apropriado para contextos de baixos recursos: HCD-TIP. Aconselha-se os utilizadores deste guia a avançar ou recuar entre as várias fases, para encontrarem as respostas para as suas necessidades. Usar o Quadro de Avaliação do HCD-TIP para acompanhar as atividades (contributos) em cada fase e registar o materiais gerados (produtos) ao longo do processo. “Bastante bom” realça as medidas cruciais e fáceis de tomar em cada fase. “Bastante bom” não significa o segundo melhor. Significa escolher uma solução simples em vez de uma solução complicada. • Colocar as pessoas em primeiro lugar: participativo e inclusivo a nível local. • Reuniões em pequenos grupos (não reuniões grandes!). • Controlar os custos começando com pouco antes de aumentar! • Qualquer pessoa o pode fazer – comece já hoje! Planear uma intervenção HCD-TIP A abordagem HCD-TIP não precisa de ser intensiva em termos de tempo e recursos. Comece este processo hoje seguindo estes passos fundamentais: 2 Como usar este guia 31 Criar uma equipa central de 2–3 pessoas para orientar o processo. Envolver partes interessadas essenciais (e.g., profissionais de vacinação, utilizadores finais). Combinar papéis e abordagens. Apresentando “Bastante Bom” [1] Human Centred Design 4 Health. New York: UNICEF (www.hcd4health.org). [2] Tailoring Immunization Programmes. Copenhagen: World Health Organization Regional Office for Europe; 2019. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 4 Introdução Diagnose Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDiagnosticar Diagnosticar significa compreender o desafio analisando os dados existentes, identificando e colmatando lacunas de informação. Fase 1: Diagnosticar Fig. 2 Passos para diagnosticar o desafio 1. O que sabemos? Dados, estudos de casos, investigação, entrevistas com informadores-chave Experiências, observações, pressupostos 3. Que informação ainda é necessária? (lacunas de informação) 4. Depois de colmatar as lacunas: Diagnosticar o problema que pretendemos resolver 2. O que foi feito antes? Abordagens bem sucedidas, potenciais inovações Comece com a pergunta mais importante: Que problema estamos a tentar resolver? (e.g., subvacinação entre as pessoas pobres das cidades). Para responder, é preciso recolher e rever a informação, a fim de compreender: O grupo prioritário que pretendemos alcançar (utilizadores finais) O seu contexto: relações sociais, sistemas de saúde, etc. Os desafios que essas pessoas enfrentam. 5FASE 1: DIAGNOSTICAR Introdução Diagnose Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDiagnosticar Um membro da equipa recolhe os dados existentes relevantes (revisão teórica) para os sintetizar num curto resumo da informação (O que sabemos? O que foi feito antes? Que informação ainda é necessária?). A informação existente pode incluir dados comportamentais e sociais, cobertura, fornecimento, vigilância ou outros dados do programa. Diagnosticar Passo 1: Reunir as partes interessadas para discutir o resumo da informação e estabelecer um entendimento partilhado dos desafios e possíveis oportunidades. Fazer uma lista e combinar que grupo prioritário pretendemos alcançar (os utilizadores finais que queremos visar). Diagnosticar Passo 2: Usando a informação recolhida, criar uma personagem de utilizador final. Criar personagens de utilizador com base nos dados disponíveis, não em pressupostos pessoais. Podemos compreender melhor os tipos de obstáculos e motivações que os utilizadores finais enfrentam, organizando a informação de que dispomos em quatro domínios que influenciam a vacinação, a partir do quadro de motores comportamentais e sociais (BeSD): pensar e sentir, processos sociais, motivação e questões práticas (Fig. 3). Preencher o Modelo de Personagem de Utilizador Final do HCD-TIP para sintetizar as perspetivas do utilizador final: • O que pensam e sentem os utilizadores finais sobre a vacinação? • Que questões práticas encontram no seu caminho? • De que modo as normas e relações sociais influenciam as decisões em matéria de vacinação? Diagnosticar Passo 3: Fig. 3 Steps towards diagnosing the challenge Vacinação Motores comportamentais e sociais Pensar e Sentir Questões práticas Motivação Processos sociais Etapas de Diagnostica DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 6 Introdução Diagnose Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDiagnosticar Se necessário, recolher novos dados para colmatar as lacunas de informação. O Conjunto de Ferramentas BeSD constitui uma forma estruturada de recolher e analisar dados. Os inquéritos BeSD ajudam a identificar as tendências e a quantificar o problema, e os guias para as entrevistas aprofundadas sobre BeSD permitem “mergulhar profundamente” em questões específicas. A informação existente ou os novos dados recolhidos durante a fase Diagnosticar podem constituir uma linha de base para ajudar a acompanhar os progressos durante a implementação. Isso pode ser um útil ponto de referência ou “marco” para avaliar o impacto da intervenção. Para mais informações, ver Avaliar. Se tiverem sido recolhidos novos dados, reagrupar as partes interessadas para discutir os resultados e corrigir ou validar os pressupostos registados no curto resumo da informação. Diagnosticar Passo 4: Diagnosticar Passo 5: Se houver lacunas de informação significativas (e.g., não se conhecem os principais decisores ou falta de conhecimento sobre as atitudes em relação à vacinação, disponibilidade e qualidade dos serviços), elas devem ser colmatadas com Diagnosticar Passo 4 e 5. Para isso, é preciso recolher novos dados (e.g., inquéritos, entrevistas aprofundadas, estudos sobre o utilizador final e grupos de reflexão). Para planificar a investigação, responder a estas questões: • O que ainda nos falta saber e quem tem essa informação? • Como poderá essa informação ajudar-nos a abordar a subvacinação? Existem lacunas significativas de informação? 4 5 7FASE 1: DIAGNOSTICAR Introdução Diagnose Desenhar Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDiagnosticar Produtos da Fase 1 – Diagnosticar É importante desafiar os pressuposições (ir além daquilo que pensamos conhecer) para assegurar uma abordagem baseada em evidências. Recolher informação em várias fontes e verificar as nossas pressuposições com os utilizadores finais reais, através de inquéritos ou entrevistas aprofundadas. Análise teórica e curto resumo da informação: Identificar aquilo que foi feito, resultados e recomendações de 2–3 estudos relevantes (problema comparável ou utilizadores finais). Resumir tudo como alíneas em 1–2 páginas. Inquérito: Usar os indicadores essenciais dos BeSD ou um subconjunto das questões mais relevantes para avaliar os fatores que influenciam a aceitação nos quatro domínios dos BeSD. Recolher informação sociodemográfica básica para a segmentação da população (e.g., idade, sexo, educação). Entrevistas qualitativas: Apenas 4–5 entrevistas aprofundadas podem oferecer perspetivas valiosas. Esta é uma oportunidade para ouvir as perspetivas dos utilizadores finais que pretendemos alcançar e de outras partes interessadas. Para ferramentas que suportem a recolha de dados primários, ver o Conjunto de Ferramentas BeSD. “Bastante Bom” Identificar claramente: Quem são os utilizadores finais que queremos alcançar e que problema estamos a tentar resolver? Curto resumo da informação relevante existente. Modelo da Personagem de Utilizador Final do HCD-TIP preenchido. Se tiverem sido recolhidos dados primários: Resumo dos resultados. No Quadro de Avaliação do HCD-TIP, Quadro de Avaliação do HCD-TIP, liste as atividades realizadas nesta fase em Diagnosticar (coluna 1). DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 8 Introdução Diagnosticar Design Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDesenhar Individual Individual Gov ernaç ão e sistemas de saúde Família Desenhar significa tornar as percepções em soluções. Reunir as partes interessadas para explorar aquilo que aprendemos na fase Diagnosticar. Em seguida, concordar com um objetivo de desenho e soluções de desenho para abordar os obstáculos à vacinação para os nossos utilizadores finais. Os utilizadores finais devem ser incluídos no processo de desenho. Fase 2: Desenhar Fig. 4 O percurso da saúde e da vacinação Fonte: UNICEF Human Centred Design 4 Health (https://www.hcd4health.org/resources) Mapear o percurso do utilizador final com base naquilo que aprendemos em Diagnosticar. Usando o Percurso para a Saúde e a Vacinação, considerar aquilo que sabemos sobre os nossos utilizadores finais (Fig. 4). Rever o curto resumo da informação e fazer uma lista (mapa) de cada motor (facilitador) identificado ou obstáculo no ponto relevante ao longo do percurso. Desenhar Passo 1: 1 Seguimento Seguimento Seguimento Comunidade Ambiente mediátic o Sensibilização e crença nos conhecimentos Intenção 2 Preparação, custo e esforço 3 4 Ponto de serviço 5 Experiência com os cuidados 6 Pós-serviço Etapas de Desenhar 9FASE 2: DESENHAR Introdução Diagnosticar Design Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDesenhar Identificar áreas promissoras de intervenção. Com o percurso do utilizador final em mente, perguntar: Como poderemos abordar os obstáculos à vacinação? Como poderemos reforçar os motores da vacinação? É comum identificar mais do que um obstáculo ou motor durante o mapeamento do percurso. Se necessário, preencher uma rápida Matriz Urgente vs. Importante para priorizar o obstáculo ou o motor que deve merecer a atenção da intervenção (Fig. 5). Finalmente, definir um objetivo do desenho para completar a frase: “O nosso objetivo para o [grupo do utilizador final] para mudar do [atual comportamento] para o [comportamento pretendido] abordando o [obstáculo] ou reforçando o [motor].” Desenhar Passo 2: Gerar ideias de intervenções para abordar o nosso objetivo de desenho. Manter-se focado na perspetiva dos utilizadores finais e em como as ideias podem apoiar a vacinação. Partilhar ideias com o grupo e discutir as potenciais vantagens e desvantagens de cada uma. Desenhar Passo 3: Selecionar uma ideia de intervenção e criar um protótipo. Se necessário, usar a Matriz Urgente vs. Importante para ajudar a escolher a melhor ideia de intervenção. Um protótipo é uma forma tangível da nossa ideia de intervenção. Pode ser um produto físico, um desenho rápido ou uma curta descrição da ideia (e.g., mudar o horário das sessões de vacinação). Desenhar Passo 4: 4 Fig. 5 Matriz Urgente vs. Importante Não importante e não urgente Importante mas não urgente Importante e urgente Não importante mas urgente DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 10 Introdução Diagnosticar Design Implementar Recapitulação AnexosAvaliarDesenhar Produtos da Fase 2 – Desenhar Bastante bom Um protótipo bastante bom é uma versão provisória ou uma imitação da intervenção utilizando materiais de uso diário (e.g., papel, caneta, elásticos). Alguns protótipos podem ser uma descrição ou simulação da ideia (e.g., guião da comunicação sobre vacinação). Não tem de ser perfeito, porque não é final! Escolher um obstáculo ou motor prioritário para a intervenção e definir um objetivo do desenho. Criar um protótipo da ideia de intervenção escolhida para ser testado no terreno. No Quadro de Avaliação do HCD-TIP, fazer a lista de atividades conduzidas durante esta fase em Desenhar (coluna 2). 11FASE 3: IMPLEMENTAR Introdução Diagnosticar Desenhar Implement Recapitulação AnexosAvaliarImplementar Implementar significa planear e atuar. Manter claros os objetivos e os resultados e monitorizar regularmente os progressos. Fase 3: Implementar Esta fase inclui duas atividades principais: Testagem no terreno é a oportunidade para testar o protótipo com os utilizadores finais a fim de introduzir melhorias graduais. Implementação é o processo de pôr a intervenção em prática, normalmente durante um período de tempo mais longo e com um grupo maior de utilizadores finais, para que seja possível medir os produtos e os resultados. Conduzir um teste do protótipo no terreno com um pequeno número de utilizadores finais para obter uma resposta rápida. Usar a Folha de Resultados do Teste no Terreno do HCD-TIP para documentar o modo como decorreu o teste e orientar as melhorias. Se forem feitas mudanças com base naquilo que aprendemos, fazer novamente o teste do protótipo no terreno, até que a equipa aprove o desenho. Implementar Passo 1: Depois de concluída a testagem no terreno, em equipa, elaborar um plano de implementação, usando a Folha de Planificação da Implementação do HCD-TIP. Combinar o modo de implementar a intervenção, respondendo às seguintes perguntas: 1. O que pretendemos aprender com a implementação? 2. Para verificar se a intervenção está a funcionar, o que precisamos de medir e com que frequência (intervalo de monitorização)? 3. Como vão ser comunicados os dados indicadores e como vamos verificar a qualidade dos dados? 4. Como vamos agir com base naquilo que aprendemos? Implementar Passo 2: Etapas de Implementar DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 12 Introdução Diagnosticar Desenhar Implement Recapitulação AnexosAvaliarImplementar Selecionar os indicadores para medir o processo e os resultados da intervenção. Os indicadores devem ser relevantes para o objetivo do nosso desenho e plano de implementação (ver o Quadro de Avaliação do HCD-TIP). Os indicadores podem acompanhar as alterações nos comportamentos (o que fazem os utilizadores finais), atitudes (o que pensam os utilizadores finais) e resultados (e.g., cobertura vacinal). Determinar a frequência de monitorização dos nossos indicadores (intervalo de monitorização). Os indicadores de curto ou médio prazo (mensais, trimestrais) centram-se frequentemente no processo de implementação. Os indicadores de longo prazo (bianuais, anuais) centram-se frequentemente nos resultados da intervenção. Adaptar o Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP à nossa intervenção e indicadores selecionados; incluir dados da linha de base, se disponíveis. Implementar Passo 3: Agora já estamos prontos para implementar a nossa intervenção com base no nosso plano de implementação. Durante a implementação, preencher e rever regularmente as secções relevantes do Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP. Para mais informações, ver Avaliar. Implementar Passo 4: Produtos da Fase 3 – Implementar Testar o protótipo no terreno com os utilizadores finais e preencher a Folha de Resultados dos Testes no Terreno do HCD-TIP. Preencher a Folha de Planificação da Implementação do HCD-TIP. Selecionar os indicadores para medir o processo e os resultados. Depois de cada intervalo de monitorização, atualizar o Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP. No Quadro de Avaliação do HCD-TIP apresentar a lista das atividades conduzidas durante esta fase em Implementar (coluna 3). Bastante bom Um teste no terreno bastante bom refere-se à qualidade e não à quantidade. Começar com pouco, testar com apenas 2–3 utilizadores finais para verificar se o protótipo é compreendido e funciona, com a finalidade de abordar as necessidades identificadas dos utilizadores finais. Usar o feedback para proceder a melhorias, aperfeiçoando em cada ronda, para testar o desenho melhorado. 13FASE 4: AVALIAR Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosEvaluateAvali r Impacto Avaliar significa verificar se a intervenção está a atingir os objetivos definidos. As fases do HCD-TIP alinham com os quadros tradicionais de monitorização e avaliação (Fig. 6). Já demos importantes passos para a avaliação em cada fase (ver o Quadro de Avaliação do HCD-TIP). Num ciclo de aprendizagem contínua (Desenhar, Implementar, Avaliar), avaliamos repetidamente as necessidades dos utilizadores e a eficácia das intervenções, para introduzir melhorias ao longo do tempo. A avaliação é feita no final de cada intervalo de monitorização. Uma avaliação final é feita no final do projeto. Fig. 6 Monitorização e avaliação durante um processo de HCD-TIP AvaliarImplementarDesenharDiagnosticar ResultadoMonitorização do processo Avaliação inicial Selecionar metas e indicadores Em cada intervalo de monitorização, introduzir e rever dados indicadores atualizados no Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP e comparar com a linha de base e os períodos anteriores de monitorização. Tomar nota da notificação de quaisquer dados ou questões sobre a qualidade dos dados. Avaliar Passo 1: 1 Fase 4: Avaliar Etapas de Avaliar DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 14 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnexosEvaluateAvali r Chegar a acordo quanto às melhorias para o próximo ciclo de monitorização: • Se um indicador não for útil para mostrar como a intervenção está a funcionar, poderemos precisar de adaptar o indicador. • Podemos também adaptar os processos de recolha de dados para melhorar a qualidade dos dados. • As adaptações devem ser feitas com cuidado para manter a comparabilidade dos dados ao longo do tempo. Se esta for a avaliação final: Discutir as lições aprendidas e preencher a Folha de Recapitulação da Avaliação do HCD-TIP. Avaliar Passo 3: Reunir a equipa e as partes interessadas para rever os dados indicadores juntamente com o problema e o objetivo do desenho. Verificar: Estamos a fazer progressos para alcançar o nosso objetivo? Os nossos dados indicadores refletem os resultados que pretendemos? Avaliar Passo 2: 2 3 Produtos da Fase 4 – Avaliar Rever os indicadores no Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP para ver se estamos a fazer progressos para atingir o nosso objetivo, fazendo as adaptações necessárias. No Quadro de Avaliação do HCD-TIP, fazer a lista das atividades conduzidas como parte dessa fase em Avaliar (coluna 4). Quando o projeto estiver concluído, conclua o Folha de Recapitulação da Avaliação do HCD-TIP. Uma avaliação bastante boa centra-se nas lições aprendidas e nas recomendações para o futuro. Bastante bom O que queremos que as pessoas saibam acerca do processo e que conselho lhes daríamos se elas quisessem tentar fazer o mesmo? 15RECAPITULAÇÃO Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Wrapping up AnexosAvaliar Rec itulação Bastante bom Recapitulação Completámos um processo de HCD-TIP para colmatar as lacunas na vacinação. O que se segue? Documentar o projeto, resultados e lições aprendidas para servirem como importante referência para um futuro planeamento e advocacia. Refletir sobre as atividades do projeto e materiais gerados, conforme resumidos no Quadro de Avaliação do HCD-TIP. Convocar um seminário de partes interessadas, incluindo os utilizadores finais, para discutir as conclusões, recomendações e potencial escalada da intervenção. A documentação pode servir como uma útil ferramenta para as partes interessadas e ter o potencial para beneficiar futuras colaborações. Usar os materiais gerados para documentar o projeto. Responder às seguintes perguntas: DECLARAÇÃO DO PROBLEMA Quem eram os utilizadores finais que queríamos alcançar? O que foi identificado como o principal obstáculo à adesão? Quem esteve envolvido no processo? MÉTODOS Como foi identificado o obstáculo ou o motor? O que foi feito para abordar o obstáculo ou reforçar o motor? Descrever a intervenção e como foi criada e implementada. Como, onde e com quem foi implementada? RESULTADOS Que resultados conseguiu a intervenção? CONCLUSÃO E DISCUSSÃO Quais são os resultados do projeto? O que aprendemos com o processo? O que poderia ser melhorado ou feito de forma diferente na próxima vez? DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 16 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo Fases do HCD-TIP Objetivo Compreender os obstáculos e motores da vacinação relativamente ao grupo prioritário (utilizadores finais) Identificar possíveis soluções para abordar o problema e desenvolver um protótipo Testar e adaptar o nosso protótipo para melhor satisfazer as necessidades do utilizador final e implementar a nossa intervenção Monitorizar os indicadores, verificar se a intervenção funcionou e se reflete naquilo que aprendemos Atividades (contributos) Exemplo: • Revisão em grupo do relatório resumido • Entrevistas qualitativas com profissionais de saúde Exemplo: • Mapeamento do percurso dos motores e obstáculos com profissionais de saúde • Exercício de priorização para concordar sobre a intervenção • Protótipo de novo desenho do registo doméstico Exemplo: • Testagem dos novos registos domésticos • Discussão em grupo do feedback do utilizador final e melhorias do desenho • Reunião para planeamento da intervenção Exemplo: • Rever a qualidade dos indicadores • Discussão em grupo sobre o impacto da intervenção com base nos indicadores medidos e registados no Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP Materiais gerados (produtos) • Resumo da informação • Modelo da Personagem de Utilizador Final do HCD-TIP • Dados primários (se recolhidos) • Matriz Urgente vs. Importante • Mapas do percurso do utilizador • Objetivo do desenho • Protótipo • Folha de resultados dos testes no terreno do HCD-TIP • Folha da Planificação da Implementação do HCD-TIP • Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP • Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP • Folha de Recapitulação da Avaliação do HCD-TIP Perguntas respondidas Quem é o grupo prioritário que pretendemos alcançar? (utilizador final) Que problema estamos a tentar resolver? O que é o utilizador final behaviour before the intervenção? Qual é o objetivo do nosso desenho? O que aprendemos com os testes no terreno do protótipo? Que mudanças fizemos no caminho e porquê? Quais eram os nossos indicadores de curto/médio e longo prazo? O que revelaram os dados indicadores? Atingimos o objetivo do nosso desenho? Que lições aprendemos? Anexo 1 Quadro de Avaliação do HCD-TIP Usar este quadro durante o processo de HCD-TIP, a fim de acompanhar os progressos feitos em cada fase e registar as atividades realizadas (contributos) e materiais gerados (produtos). Depois de concluída cada fase, deveremos ser capazes de responder às perguntas da última linha. AvaliarImplementarDesenharDiagnosticar ANEXOS 17 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo Anexo 2 Modelo da Personagem de Utilizador Final do HCD-TIP Utilizador final persona Uma personagem de utilizador final representa os utilizadores finais (grupo prioritário) que queremos alcançar. As personagens ajudam-nos a compreender as necessidades, valores, aspirações, capacidades, limitações e traços da personalidade dos utilizadores finais. Com a equipa principal e as partes interessadas, preencher os campos abaixo, para criar uma personagem realística do utilizador final. Se existir mais do que um tipo de utilizador final que queiramos alcançar, criar uma personagem para cada grupo de utilizadores finais. Motivação Quais são as suas necessidades e desejos? O que a motiva? O que poderá incentivá-la a procurar a vacina? Quais são as suas frustrações? Processos sociais Considerar as relações que tem na sua comunidade. Em quem confia esta pessoa? Em quem não confia? Por quem é responsável e de quem depende? Qual é a sua relação com os clínicos e profissionais de saúde? Questões práticas Como é o seu dia normal? Como é que passa o tempo? Viaja de um lado para o outro e como? Que obstáculos ou limitações poderá encontrar? Qual a sua experiência com a vacinação e as unidades de saúde, em geral? Contexto Quem é esta pessoa? O que é que faz? Onde é que vive e com quem vive? Que aspetos da sua vida podem influenciar o seu comportamento relativamente à saúde? Pensar e sentir Na sua vida diária, com que se preocupa ou diverte esta pessoa? O que pensa da vacinação? Que tipo de questões ou preocupações poderá ter? Comportamento pretendido Comportamento atual DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 18 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo medir aquilo que influencia a aceitação tanto das vacinas infantis como das vacinas contra a COVID-19 para adultos e profissionais de saúde. As ferramentas BeSD e o guia estão disponíveis em https://www.who.int/ teams/immunization-vaccines-and-biologicals/essential-programme-on- immunization/demand. O inquérito à vacinação das crianças (no Anexo 1.2 do guia) destina-se aos pais e cuidadores de crianças menores de 5 anos. Os itens essenciais orientam uma seleção de perguntas mínimas a colocar no inquérito, com apoio adicional para monitorizar essas percepções ao longo do tempo. As orientações para entrevistas aprofundadas sobre vacinação infantil (no Anexo 1.4 do guia) apoiam uma avaliação mais aprofundada dos obstáculos subjacentes à vacinação e à prestação de serviços de qualidade. Estes guias são adaptáveis e podem ser usados para entrevistas individuais ou para discussões em grupos de reflexão com várias partes interessadas: cuidadores, profissionais de saúde, influenciadores de comunidades e gestores de programas. Vacinação Aceitação das vacinas recomendadas Motores comportamentais e sociais Questões práticas Disponibilidade Preço acessível Facilidade de acesso Qualidade do serviço Respeito do fornecedorMotivação Intenção de tomar as vacinas recomendadas Processos sociais Normas sociais (inclui o apoio da família e dos líderes religiosos) Recomendação do fornecedor Equidade de género Pensar e sentir Risco de doença percepcionado Confiança nas vacinas (inclui benefícios percepcionados, segurança e confiança) Anexo 3 Conjunto de ferramentas BeSD Em apoio a uma avaliação dos motores e obstáculos comportamentais e sociais no domínio da vacinação, o conjunto de ferramentas BeSD oferece vários guias de inquéritos e entrevistas para diferentes grupos de utilizadores finais (cuidadores, profissionais de saúde, etc.). As ferramentas seguem o quadro BeSD para fatores que influenciam a aceitação das vacinas. Estas ferramentas constituem um útil ponto de partida para a recolha de dados. Motores comportamentais e sociais da vacinação: ferramentas e orientações práticas para se conseguir uma elevada aceitação descreve o modo de usar as ferramentas BeSD e contém ferramentas para Fonte: WHO BeSD working group. Based on Brewer NT, Chapman GB, Rothman AJ, Leask J, Kempe A. Increasing vaccination: putting psychological science into action. Psychol Sci Public Interest. 2017;18(3):149–207 ANEXOS 19 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo O percurso abaixo inclui exemplos de diferentes tipos de obstáculos e motores (facilitadores) que podem afetar os profissionais de saúde e os cuidadores. Usar o percurso para mapear os obstáculos e os motores para os nossos utilizadores finais. Os recursos HCD estão disponíveis em: https://www.hcd4health.org/resources. Fonte: UNICEF Journey to Health and Immunization, ESARO Network Meeting 2019 Anexo 4 O percurso para a saúde e a vacinação 6 4 5 2 1 3 Sensibilização e crença nos conhecimentos Intenção Preparação, custo e esforço Ponto de serviço Experiência com os cuidados Pós-serviço Gov ernaç ão e sistemas de saúde Família Individual Individual Comunidade Ambiente mediátic o Seguimento Seguimento Seguimento Conhecimentos práticos, normas e valores, confiança nas vacinas e nos prestadores PCI e tratamento por profissionais de saúde, condições físicas, utilização dos registos domésticos, satisfação dos utentes Informação sobre EAPV e quando e onde regressar, partilha de maior ou menor experiência com a comunidade, reforço da vacinação como norma CUIDADORES PROFISSIONAL DE SAÚDE Respeito da família e da comunidade, celebração das conquistas, supervisão de apoio Aptidões de comunicação interpessoal, construção de confiança, mitigação da dor, formação e experiência, distância social Adequação e conveniência dos serviços, horário dos serviços, distância social Formação, auxiliares de trabalho, volume de trabalho, unidade/fluxo Poder de decisão, autoeficácia Motivação/satisfação, reconhecimento social, respeito da comunidade Logística da lembrança, transportes, cuidados infantis, jogar com as prioridades em concorrência, custos sociais e das oportunidades Preparação, chegar aos locais das clínicas/de proximidade, custo das oportunidades Competências práticas, normas e valores, percepção dos utentes DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 20 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo Este modelo pode ser usado para priorizar os obstáculos a abordar ou os motores a reforçar. A matriz pode igualmente ser usada para ajudar a decidir que ideia de intervenção adotar para a implementação. Anexo 5 Matriz Urgente vs. Importante Não importante e não urgente Importante mas não urgente Importante e urgente Não importante mas urgente ANEXOS 21 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo Utilizar esta folha dos resultados dos testes no terreno como parte da fase Implementar para maior rapidez na avaliação e abordagem aos elementos do protótipo de intervenção que podem ser aperfeiçoados para melhor servir o nosso objetivo de desenho. Anexo 6 Folha de Resultados dos Testes no Terreno do HCD-TIP Como correu o teste no terreno? O que pode ser melhorado?O que aprendemos? Data do teste no terreno: Nome da intervenção: Onde foi testado no terreno o protótipo da intervenção? Com quem foi o protótipo da intervenção testado no terreno? DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 22 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo Antes da implementação integral da nossa intervenção, responder às perguntas abaixo para ajudar a melhorar a clareza e a responsabilização pelo plano de implementação. Anexo 7 Folha de Planificação da Implementação do HCD-TIP Como vamos medir os nossos progressos e com que frequência? (e.g., monitorização) Como verificaremos a qualidade de nossos dados? Pessoa responsável: Pessoa responsável: Pessoa responsável:O que vamos fazer com a informação que recebemos? O que queremos aprender com a implementação da nossa intervenção? Onde, quando e com quem vamos implementar a nossa intervenção? Para verificar se a nossa intervenção está a funcionar, o que precisamos de medir?* *Considerar os indicadores de progresso a curto/médio prazo e a longo prazo; pensar sobre o modo de acompanhar e utilizar essas medições. ANEXOS 23 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo Anexo 8 Modelo de Monitorização da Implementação do HCD-TIP Os indicadores para a implementação devem ser monitorizados a intervalos regulares (e.g., todos os meses/trimestres/anos). Adaptar este modelo de modo a incluir indicadores de curto/médio prazo (centrados no processo) e indicadores de longo prazo (centrados nos resultados) específicos para a nossa intervenção. A secção a verde deve ser preenchida antes de se iniciar a implementação; a secção azul deve ser preenchida a intervalos de monitorização pré- estabelecidos durante a intervenção (incluindo notas sobre a qualidade dos dados). Nome da intervenção: Indicadores de curto/médio prazo – intervalo da monitorização: (exemplo: mensalmente/trimestralmente) A1 T1 A1 T2 A1 T3 A1 T4 A2 T1 A2 T2 A2 T3 A2 T4 Indicador 1 (Exemplo: # intervenção das unidades é implementada) Indicador 2 (Exemplo: # de profissionais de saúde com formação) Indicador 3 (Exemplo: % de cuidadores que notificam a aceitabilidade da intervenção) Notas sobre a notificação e qualidade dos dados: Melhorias acordadas para o ciclo seguinte da monitorização: Indicadores de longo prazo – intervalo da monitorização: (Exemplo: bianual/anual) Inicial A1 A2 Indicador 1 (Exemplo: % de satisfeitos com os cuidados) Indicador 2 (Exemplo: % de cobertura vacinal) Indicador 3 (Exemplo: n.º de mortes por doenças evitáveis pela vacinação) Notas sobre a notificação e qualidade dos dados: Melhorias acordadas para o ciclo seguinte da monitorização: Quem? (utilizador final) Onde? Quando? Preencher a informação sobre a intervenção e o nome dos indicadores antes da implementação DESENHO CENTRADO NAS PESSOAS PARA ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE VACINAÇÃO 24 Introdução Diagnosticar Desenhar Implementar Recapitulação AnnexesAvaliar exo No final de um processo HCD-TIP, quando deixarmos de realizar ciclos de Desenhar, Implementar, Avaliar, preencher esta Folha de Recapitulação da Avaliação do HCD-TIP. Como parte da avaliação final, a equipa e as partes interessadas devem considerar aquilo que aprendemos com o processo. Que lições aprendemos acerca do processo de implementação da intervenção?Que lições aprendemos acerca dos indicadores e da qualidade dos dados? Que lições aprendemos acerca do desenho da intervenção?Que resultado ou impacto teve a nossa intervenção junto dos utilizadores finais? a:Nome da intervenção: Grupo prioritário (utilizadores finais): Anexo 9 Folha de Recapitulação da Avaliação do HCD-TIP O que recomendamos para melhorar o desenho da intervenção no futuro? Como foi que melhorámos o processo de implementação ao longo do tempo? O que recomendamos para melhorar o processo de implementação no futuro? Como foi que melhorámos o desenho da intervenção ao longo do tempo? Intervenção implementada de: (dd/mm/aaaa) Objetivo do desenho: